descriminalização

Menos fumantes, resultado de pessoas mais conscientes

Nos dias de hoje é nítido que temos menos fumantes, o que é resultado de pessoas mais conscientes.

Pare pra pensar, se você nasceu na década de 80, provavelmente, se lembra de andar em tudo quanto é canto e ver fumantes. No shopping ou no ônibus as pessoas estavam fumando. Talvez, os seus (e os meus) próprios pais andavam com você no colo e fumavam um cigarro.

E as propagandas que passavam na televisão daqueles caras montados nos cavalos, todos eles fumando um monte de cigarro?!

Sem falar daqueles chocolates em forma de cigarro que eu (e talvez você) comia como se estivesse fumando.

Geralmente, os programas que eram feitos em família tinham o cigarro envolvido (sem falar do álcool, que permanece até hj).

Sabe o que isso tudo fez, ao menos comigo? Me tornei um fumante (ativo, pois passivo eu já era).

Eu e vários amigos, quase todos com pai(s) fumante(s), começamos a fumar muito cedo.

Isso, sem dúvidas, tem reflexo direto com o excesso de exposição do cigarro (na TV, em casa, na rua, no shopping, nas casas noturnas, …), fazendo com que o uso se torne algo “normal”, algo desejado.

Por acaso você se lembra de ir a uma casa noturna, toda fechada, climatizada com ar condicionado, onde as fumaças dos cigarros formavam uma nuvem que ocupava a metade do espaço? Eu me lembro. A roupa ficava com cheiro de cigarro durante um bom tempo. E o cabelo, então?!

Pois é. Ainda bem que as coisas já não são mais as mesmas!

Basta uma breve análise para perceber que o número de fumantes reduziu drasticamente. Quem fuma, já pensa em parar. Quem não fuma, já pensa em não experimentar.

Sem falar que para fumar hoje em dia dá muito mais trabalho. Geralmente, tem que sair do ambiente, pois a fumaça já incomoda muita gente e/ou não é mais permitido fumar naquele local.

As pessoas têm mais consciência dos males do cigarro. Muitos viram familiares morrerem ou ficarem doentes em decorrência do uso dessa droga.

Paramos de fazer propagandas.

Os maços de cigarro têm imagens de pessoas mortas e uma faixa preta de todo o tamanho, informando que o produto que você irá consumir é tóxico e causa câncer.

Sem falar que foram criadas leis que regulamentam a propaganda do cigarro e outras matérias, Lei 9.294/1996, Decreto 2.018/1996 e, recentemente, Lei 12.546/2011, fazendo com que essa questão esteja devidamente regulamentada (faz mal à saúde, mas não é ilícito. É lícito, mas não é liberado, pois tem o uso regulamentado e, logo, não pode usar em todo lugar).

Hoje em dia, o uso do cigarro é totalmente restrito. Vejamos parte do que diz a lei:

“Art. 2o É proibido o uso de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou qualquer outro produto fumígeno, derivado ou não do tabaco, em recinto coletivo fechado, privado ou público.

…………………………………………………………………………………

§ 3º Considera-se recinto coletivo o local fechado, de acesso público, destinado a permanente utilização simultânea por várias pessoas.” (NR)

“Art. 3º É vedada, em todo o território nacional, a propaganda comercial de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou qualquer outro produto fumígeno, derivado ou não do tabaco, com exceção apenas da exposição dos referidos produtos nos locais de vendas, desde que acompanhada das cláusulas de advertência a que se referem os §§ 2o, 3o e 4o deste artigo e da respectiva tabela de preços, que deve incluir o preço mínimo de venda no varejo de cigarros classificados no código 2402.20.00 da Tipi, vigente à época, conforme estabelecido pelo Poder Executivo.

…………………………………………………………………………………

§ 5º Nas embalagens de produtos fumígenos vendidas diretamente ao consumidor, as cláusulas de advertência a que se refere o § 2o deste artigo serão sequencialmente usadas, de forma simultânea ou rotativa, nesta última hipótese devendo variar no máximo a cada 5 (cinco) meses, inseridas, de forma legível e ostensivamente destacada, em 100% (cem por cento) de sua face posterior e de uma de suas laterais.

§ 6o A partir de 1o de janeiro de 2016, além das cláusulas de advertência mencionadas no § 5o deste artigo, nas embalagens de produtos fumígenos vendidas diretamente ao consumidor também deverá ser impresso um texto de advertência adicional ocupando 30% (trinta por cento) da parte inferior de sua face frontal.

A Lei, nesse caso, apenas foi um reflexo do avanço social, visto que já não mais aceitamos o uso indiscriminado do cigarro.

Até mesmo pelo fato de que ficamos sabendo que ser fumante passivo é tão ruim ou pior do que ser fumante ativo. Logo, não queremos ficar ao lado de quem fuma.

Eu, ainda bem, consegui parar de fumar e não recomendo a ninguém essa experiência. Digo, inclusive, para nem experimentarem, pois, obviamente, só vicia quem experimenta. Tem uma música do Titãs que diz: “A melhor forma de curar o vício é no início”. Então, crianças, sem essa de “brincar” de fumar.

Um dia desses eu li na internet que ocorreu uma diminuição de 30,7% do número de fumantes em 09 anos. Em 2006, 15,6% da população brasileira fumava. Em 2015, os fumantes representavam 10,8%.

Com certeza, eu só parei por causa da conscientização, da educação. E as pessoas têm deixado de fumar/evitado experimentar pelo fato de terem se conscientizado, se educado, percebendo que aquele ato é muito mais prejudicial do que benéfico, optando por não fazê-lo.

Pra finalizar, te pergunto: criminalizar a conduta de usar, vender, produzir, …, teria contribuído efetivamente para a diminuição do consumo de cigarro? Foi a criminalização que ajudou as pessoas a pararem de fumar?

Acredito que não.

A conclusão disso tudo, na minha opinião, é: basta conscientizar, educar, falar sobre o assunto e as pessoas deixaram de usar drogas.


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