Criminologia

Jhonny poderá escapar do seu destino?

Jhonny é uma criança de 06 anos de idade, estudante de uma escola pública municipal, residente em um bairro carente da capital de Vitória/ES e que terá um destino não muito agradável, difícil de escapar.

Sabe aquela criança que “toca o terror” na escola? Ele é uma dessas. Bate nos colegas, morde os professores, cospe nas pessoas.

Tudo está em paz, até que ele, do nada, surta e passa a agredir o outro.

Ao que tudo indica, ele não tem problemas psicológicos/psiquiátricos/neurológicos que “justificassem” eventuais surtos, sendo que tais atos acontecem pela legítima falta de educação, associada aos problemas sociais, familiares, …

Segundo informações de bastidores, a família desse garoto não possui as melhores condições para criá-lo e acaba que ele não recebe o devido tratamento dentro de casa. Não tem atenção, não tem amor, não tem nada que o ajude a crescer e a se desenvolver bem.

Sua carência afetiva, familiar, financeira, estatal, social, …, faz com que Jhonny agrida as outras pessoas, talvez até como forma de chamar a atenção de sua mãe e de seu pai que, ao serem comunicados das atitudes dele na escola, são obrigados a comparecer ao local e “dar atenção” a ele, mesmo que seja uma atenção negativa.

O curioso, pra mim, é que esse menino, com nítidos problemas, demonstrando uma personalidade difícil e que não vem sendo trabalhada, desconta no ambiente escolar sua raiva e a escola (representante do Estado), por sua vez, apesar do esforço dos profissionais que lá estão, não possui condições de atendê-lo da forma diferenciada que ele merece.

Não há estrutura (humana e material) na escola para fazer um trabalho diferente com o Jhonny, de forma a identificar com mais exatidão o problema e trabalhar em cima dele, buscando remediar eventuais situações negativas por ele vivenciada, quem sabe até com um trabalho junto aos pais dele.

Mas como fazer isso em um ambiente que faltam professores/coordenadores/pedagogos?

Simples! Não faz. A solução mais cômoda para o Estado é remanejar ele para outra escola, transferindo o problema e transformando-o em um novo problema de um novo lugar.

Quanto ao Jhonny? O Estado não se preocupa com ele, salvo algumas pessoas boas dentro da escola que estão de mãos atadas para ajudá-lo. Já o Estado, ele que empurrar o problema, adiando-o.

Sabe qual é o provável futuro de Jhonny? Cadeia ou caixão.

Ele sempre foi o problema, mas nunca foi corrigido.

Ele sempre foi excluído e não reintegrado.

Logo, adolescente ou adulto, continuará seu caminho dos excluídos, dos problemáticos.

Não adianta falar em conselho tutelar, abrigo ou outra medida do tipo, pois não adianta. Do que adianta tirar ele da família e levar para um abrigo para crescer lá? Será melhor?

Muito provável que em um futuro próximo ele largue os estudos, pois não tem incentivo dentro de casa e a escola (o Estado) não o quer no ambiente escolar, justamente por só dar problema.

Sem escola, a rua será o local onde passará boa parte do dia, convivendo com as mais variadas pessoas que também fazem parte desse seleto rol de excluídos.

Passará a usar drogas. Depois também já está vendendo. Logo, logo, faz um furto, rouba um celular e vai seguindo nessa vida paralela.

Basta o primeiro vacilo para cair na mão da polícia, da justiça e por fim dos carcereiros, onde passará boa parte da sua vida, entrando e saindo, até que, então, (POW!) morre.

Jhonny, um garoto que hoje tem 06 anos e que dificilmente conseguirá viver até os 25 anos.

Morrerá tão novo, mas tendo vivido muito mais coisa do que muitos de nós.

Coitado do Jhonny, nunca teve um apoio, de nenhum lado. Poderá escapar desse “destino”?

Sozinho ele não conseguirá!


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