Crise social

Você prenderia o seu filho em uma cela, por desobediência a normas familiares?

Era uma vez uma família composta por pai, mãe e 10 filhos.

Desses 10 filhos, 01 (Paulo) se deu muito bem profissionalmente, ganhando muito dinheiro.

Quatro filhos (Marcos, João, Tiago e Pedro) alcançaram uma vida mediana, mas estável. Não tinham tudo o que queriam, mas não faltava nada.

Os cinco que restaram não alcançaram muitas riquezas, por motivos diversos )de responsabilidade deles, mas também de responsabilidade de seus pais), sendo que quatro deles (Jeremias, André, José e Mateus) ficaram dependentes dos pais e o outro (Caio) desandou, virou a ovelha negra da família.

Não importa o que os pais faziam (talvez não fizessem o correto), nada surtia efeito nas atitudes de Caio, que sempre contrariava as ordens e tomava as atitudes mais rebeldes e agressivas, desobedecendo as normas familiares.

Em um determinado momento, os pais de Caio tomaram uma sábia decisão: para corrigir o filho rebelde e fazer ele aprender a não agir mais da maneira que os desagradava, contrário às normas, construíram um cômodo do lado de fora da casa, com baixíssima iluminação e circulação de ar, com uma cama dura e fria, um espaço para fazer suas necessidades e um chuveiro com água gelada.

Para não dizer que são muito rígidos, os pais deram a Caio o direito de sair desse cômodo por 2h durante o dia.

Caio ficou nesse cômodo o dia inteiro, ocioso, sem nada para fazer, dia após dia. Segundo seus pais, esse período que Caio ficará nesse cômodo será importantíssimo para que ele repense o que fez de errado e aprenda a não fazer novamente. Mas nada é feito para que isso ocorra, salvo a reclusão nesse cômodo.


Tendo contado essa história para vocês, eu pergunto: essa é uma boa forma de se educar um filho rebelde/violento que não age de acordo com as regras estabelecidas pelos pais?

Não sei você, mas eu acho que não.

Se você não mostrar o erro, explicar o motivo do erro e, principalmente, ensinar como não errar mais, como cobrar o acerto?


Agora, façamos uma outra análise, em que esses pais são, na realidade, o Estado e os filhos, a população.

Na família, são os pais quem ditam as regras, cobram tarefas, controlam as finanças, alimentação, transporte, lazer, saúde, …

Na sociedade, quem faz isso é o Estado e nós podemos ser representados pelos filhos da família, nesse caso, do Estado.

Usando os mesmos exemplos anteriores, temos 10% da população que se deu muito bem; 40% que foi mais ou menos; 40% totalmente dependente; e 10% que seguiu o “outro” caminho, que infringiu as regras.

Se não tratamos a ovelha negra da família com uma reclusão violenta, excluindo-o do convívio familiar, por ter violado as regras familiares, acreditando que apenas essa exclusão resolverá os problemas, por qual razão admitimos que isso seja feito com aquelas pessoas que infringem as leis?

Prender por prender resolve? Apenas retirar a liberdade de uma pessoa fará com que ela não torne a delinquir? É o medo de ter a liberdade retirada que faz com que uma pessoa não cometa crime?

Não que eu esteja defendendo a não realização da prisão ou que ela não deve existir. Não é isso.

A crítica é relacionada ao fato de acreditarmos (ou ao menos aplicarmos) que é a prisão a solução, que basta recolher uma pessoa em um presídio e exclui-la da sociedade que o problema estará resolvido.

Muitas vezes, a rebeldia do filho é culpa dos pais, assim como a rebeldia de um homem pode ser do Estado.


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