Crise social

Precisamos entender melhor a política

Nós precisamos nos inteirar melhor sobre política, entender mais como funcionam as coisas.

Vamos às ruas pedir a cabeça da presidente e do ex, mas nos esquecemos que a engrenagem é muito maior do que isso e que é essa a “mudança” que (eles “donos do poder”) querem que aconteça.

Mudar o/a presidente não adianta se as demais peças se mantêm.

Do que adianta tirar um presidente se o manda chuva da Câmara é o Eduardo Cunha (oficialmente um réu) e o do Senado é o Renan Calheiros?

Se Collor, Maluf, Sarney e tantos outros “políticos de carteirinha” ainda estão por aí, mandato após mandato, durante décadas sem fim?

Se o PMDB está em todos os lugares, sempre em maior número, dominando o cenário político?

Se temos 08 réus entre todos integrantes da Comissão de Impeachment:

  • Benito Gama (PTB-BA) – Crimes eleitorais;
  • Júnior Marreca (PEN-MA) – Emprego irregular de verbas públicas;
  • Nilson Leitão (PSDB-MT) – Crime de responsabilidade;
  • Paulo Magalhães (PSD-BA) – Crimes eleitorais;
  • Paulo Maluf (PP-SP) – Crimes contra o sistema financeiro nacional e crimes eleitorais;
  • Paulo Pereira da Silva (SD-SP) – Crimes contra o sistema financeiro nacional;
  • Washington Reis (PMDB-RJ) – Crimes contra o meio ambiente e formação de quadrilha; e
  • Weverton Rocha (PDT-MA) – Crime contra a lei de licitações.

Claramente, retirar apenas o/a chefe do Executivo, mantendo o Legislativo, é permitir a continuação de tudo o que queremos que acabe.

Nós, sedentos por mudança, compramos a ideia que eles nos passam e acabamos jogando o jogo em que eles ditam as regras (sempre ditaram e, ao que parece, continuarão a ditar).

Então, vamos fazer uma limpeza geral, mas em todos os setores e não somente na Presidência da República, caso contrário tanto alarde não dará em nada.


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4 replies »

  1. Concordo que a moléstia é generalizada, razão pela qual não podemos parar na “cabeça”, é preciso curar o corpo inteiro. Caso contrário, que desalento coletivo seria perceber, futuramente, que todo esse esforço foi em vão. No entanto, não é por isso que devemos poupar a “cabeça”. E já que precisamos começar por algum lugar, que seja por ela, não acha? Um forte abraço. 🙂

    Curtido por 1 pessoa

    • Ei, Laércio, boa tarde!

      Primeiro, obrigado pelo comentário, ele é essencial para chegarmos a alguma conclusão.

      No mais, eu concordo com você. Algo deve ser feito. Mas eu só tenho o receio de que cortemos a cabeça e fiquemos satisfeitos, deixando de desejar a mudança coletiva.

      Em 2013, naquelas grandes manifestações, eu estava lá, cheio de esperança por mudança, acreditando que a população iria votar melhor nas eleições de 2014.

      Chegou 2014 e reelegemos os governadores, deputados, senadores e presidente.

      Enfim, vamos torcer para que dê tudo certo!

      Um grande abraço!

      Curtido por 1 pessoa

      • Olá, Pedro, boa tarde!
        Pois é, lembro-me bem que um dos motes de 2013 era: “não me representa”. Ou seja, a mensagem era: havia uma séria crise de representatividade no sistema político. Aí, como vc diz, reelegemos a corja toda. Então, a pergunta que fica é: será que não nos representam? Sem dúvida, eles representam alguém. Só que não somos nós, mas quem? Essas distorções do voto proporcional talvez expliquem uma parte do problema, mas não tudo. O problema que pode emergir dessa crescente decepção com o sistema político é ela se estender a uma decepção com a própria democracia representativa. O que, aliás, já se observa isoladamente, seja em pedidos de intervenção militar, seja em desdém pelo Congresso, como algo tão inútil quanto corrupto. De certo modo, as manifestações de 2013 até hoje já são uma reação de democracia participativa, contra as gritantes falhas do sistema político. Mas se a percepção coletiva jogar fora o bebê com a água do banho, estaremos em maus lençóis… Por isso, concluo que o trabalho de limpeza se torna, de certo modo, um trabalho de salvação da própria democracia representativa.
        Enfim, concordo contigo, vamos torcer e fazer a nossa parte!
        Um forte abraço e parabéns pelo blog! 🙂

        Curtir

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