Criminologia

Tenho que parar de me drogar!

Vou confessar para vocês, eu uso drogas (sim, no plural)!

Todo dia, logo após acordar, faço uso de, ao menos, duas drogas, ambas com alto poder viciante.

Quando não uso, logo fico com dor de cabeça ou me sinto desanimado, meio deprimido.

É inevitável! Bastam poucos minutos acordado e meu corpo já pede um pouco de droga.

Ao menos já deixei de usar um tipo, se não seriam três drogas diferentes antes de estar acordado por nem uma hora.

Saio para o trabalho e, até a hora do almoço, uso de novo pelo menos umas três vezes ou mais.

Geralmente, depois de almoçar vem aquela preguiça, portanto, essencial uma droga forte que me faça ter disposição para o resto do dia.

Chega o período da tarde, mais umas entorpecidas, até que vem a tão esperada noite.

Em casa, antes de dormir, preciso de algo para relaxar, por isso me drogo mais um pouco e vou me deitar.

Após a noite de sono, me levanto e a rotina de drogadicto reinicia.

Até quando meu corpo aguentará?

Aí você me fala: “Nossa, Pedro! Acho que você deve procurar um tratamento médico para curar esse vício.”

Ocorre que, apesar de me drogar durante todo o dia, nenhuma dessas drogas, altamente viciantes e perigosas, são ilícitas.

Elas, além de lícitas, são propagadas e o consumo incentivado pela mídia. São elas: cafeína, açúcar, cigarro (a droga que me referi que não uso mais), guaraná, taurina, refrigerante e álcool.

E olha que eu nem falei dos “remédios” que são cada vez mais usados de forma errada, com o objetivo de entorpecer, como substituto das “drogas” (ilícitas), tais como rivotril, ritalina, inibidores de apetite, além de vários outros.

O problema, então, está nas drogas e eu tenho que parar de usá-las?


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4 respostas »

    • Acredito que muitos de nós enfrenta esse “problema” diário, não é?
      E ainda assim, msm usando “drogas”, somos incapazes de olhar para a política de drogas com outros olhos.
      Afinal, o que é droga?
      Um grande abraço e obrigado pelo comentário!

      Curtido por 2 pessoas

  1. Eu cheguei a conclusão, que nesse mundo isso é essencial. O que vc acha, o que eu acho… Tanto faz. Isso é bem melhor do que outras coisas. Pelo menos , se estragar, a culpa é nossa e em nós. Não se preocupe, cheguei à conclusão que a gente se enjoa uma hora ou outra! 😉

    Curtido por 1 pessoa

    • A questão das drogas é muito complexa e o seu uso ainda mais.
      Nós, como sociedade, sempre nos drogamos, desde o início dos tempos. Com o passar do tempo, modificamos o que é “droga”, sempre com um objetivo não declarado.
      Hoje, no Brasil, para uma substância ser considerada droga basta a sua inclusão em uma portaria da Anvisa.
      Lembro que certa vez o filho de um político famoso de Brasília foi preso com vários tubos de lança-perfume (substância considerada droga e proibida). Misteriosamente, essa substância foi retirada da portaria da Anvisa, o “traficante” foi absolvido e logo depois incluíram novamente no rol de substância ilícitas.
      O grande ponto que eu defendo nem é o uso ou não de drogas, mas o direito do indivíduo tomar suas decisões.
      Usar drogas faz mal? Provavelmente.
      Faz mal a quem? Ao usuário.
      Mas e a violência gerada pelo tráfico? Só ocorre em decorrência da criminalização.
      Como estudante do Direito Penal, entendo que essa área do direito não pode servir para ser babá de quem quer usar droga. Não cabe ao Estado a função de dizer o que eu posso ou não fazer, desde que não lese o direito de terceiros.

      E sem dúvidas, a gente enjoa e para (quase sempre). Eu mesmo, era fumante e cansei de fumar. Vi que o cigarro não me levava a lugar nenhum e que não tinha mais aquele prazer em fumar.

      Por fim, lembro que o texto é apenas uma reflexão do que vem a ser “droga” e por qual razão umas são permitidas e outras não.

      Um grande abraço e obrigado pelo comentário!

      Curtido por 1 pessoa

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