Manifestações Populares

O começo de uma mesma era

A presidente foi afastada da presidência(!), essa é (ou era) a nossa chance de trilhar um novo começo, de fugir dessa mesma política de sempre!

Acredito que esse seja o pensamento de muitos daqueles que imaginaram que um novo governo seria melhor, ou ao menos mais promissor, do que aquele que está com os dias contados para terminar.

O presidente interino (isso sempre me lembra o auxiliar técnico de futebol que assume o comando do time enquanto o novo técnico não é anunciado) assume e, então, nomeia os seus ministros, aqueles que serão os responsáveis por ajudar a fazer a máquina funcionar.

Tudo o que se espera nesse momento (ao menos eu espero) é que a mudança seja realmente uma mudança.

Estamos em busca da ruptura com o antigo (e atual) sistema político, de modo a ensejar atitudes que sejam representações desse novo modelo desejado, um modelo de maior preocupação com o coletivo e menor com o individual.

Queremos pessoas exercendo cargos políticos para o bem da sociedade e não para o seu enriquecimento e interesses que refletem o bem de alguns.

Consequentemente, nosso desejo é ver as pessoas que possuem as melhores condições para o exercício das funções do seu cargo, intelectual e moralmente.

Em tempos de mudanças de paradigmas, não podemos aceitar sermos governados por pessoas envolvidas em processos criminais, principalmente quando relacionados ao exercício do cargo político.

Não se trata de relativização do princípio da inocência, mas de impossibilidade do exercício da função, não é o que precisamos.

Assim, em meio a todas essas transformações, ao menos no íntimo das pessoas, o novo e provisório governo, que tinha tudo para materializar esses desejos (apesar de nunca ter tido minha confiança), começa repetindo os mesmos erros do passado. Erros e passado que queremos superar e ver cada vez mais distantes da nossa realidade.

Nomear pessoas envolvidas em investigações criminais, em um período em que a população clama por mudanças significativas, é a demonstração de que as coisas tendem a não mudar como queremos.

E olha que nem vou entrar no mérito das indicações em si, tampouco dos Ministérios extintos, das fusões, dentre outros assuntos polêmicos.

Quero deixar claro que o objetivo do texto não é tirar a sua esperança por dias melhores, é mostrar que essa mudança toda que desejamos não pode ser representada por pessoas que se beneficiam do atual (e problemático) sistema político.

Um corrupto não é a melhor pessoa para acabar com a corrupção, certo?!

Vamos tentar, portanto, efetivar uma mudança pessoal e familiar, com atitudes mais honestas e exemplos melhores. Deixar de lado o egoísmo é um grande passo.

Outra importante (e mais significativa) contribuição é o voto consciente.

Procure saber mais sobre o cenário político da sua cidade. Veja quem está eleito, o que fez, o que propôs, …

Busque saber mais sobre os candidatos que ali estão e deixe de votar por votar.

É importante colocar pessoas boas no “comando”, reduzindo o espaço dessa galera que já está lá por vários mandatos, mantendo as mesmas práticas coloniais até hoje.

E nem adianta você vir me dizer que o voto não vale nada, que não existe candidato bom e etc., pois eu acho muito pouco provável que você, na última eleição, tenha se inteirado melhor sobre os seus candidatos antes do voto.

Muitos de nós votamos para “não perder o voto“, como se fosse um jogo: “vou votar no candidato X pq sei que ele vai ganhar e não quero desperdiçar meu voto”.

Outros dizem que não votam pelo fato de não ter candidato que mereça o seu voto, mas nunca pararam para ver qual era o plano dos candidatos, tampouco quais eram os candidatos.

Pra mim, essa história de que nenhum candidato merece meu voto é desculpa para a preguiça política que nós temos de procurar nos envolver mais com essa área.

Hoje, com a internet, não há desculpa para falta de informação. Logo, falta de informação é sinônimo de desinteresse.

Enquanto não influenciarmos mais a política, as coisas continuarão acontecendo  à revelia. E o pior é que, como não interferimos na escolha, fica difícil reclamar do caminho trilhado.


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