Criminologia

A pior droga de todas

Quando o assunto é droga, várias substâncias nos vêm à mente, sendo que geralmente pensamos em substâncias ilícitas, com maior ênfase naquelas mais danosas, como o crack e a cocaína, consideradas as piores.

Mas nem só de ilicitude é composto o mundo das drogas. Muitas substâncias lícitas também são drogas, mas possuem menor relevância no discurso proibicionista.

No meu sentir, a pior droga de todas não é nem o crack, nem a cocaína, nem as drogas sintéticas. A pior droga de todas é o álcool.

Não sei vocês, mas a única droga que eu já usei na vida e que me fez absurdamente mal, ao ponto de não parar de vomitar, dores no corpo, dor de cabeça, dentre outros efeitos negativos, foi o álcool.

Você que bebe e já tomou um porre daqueles sabe do que eu estou falando.

Mas tem que ter sido um porre mesmo, daquele que você nem se lembra como chegou em casa, daquele que te fez esquecer o que aconteceu da metade da noite em diante.

Que substância é essa que te permite ficar horas acordado, fazendo um monte de maluquices que você sequer lembrará, a não ser pelos relatos daqueles que estavam com você naquela noite?

E o pior é que não vemos (ou não queremos ver) todo o mal causado por essa substância, ao ponto de incentivarmos o consumo (excessivo). Chega a ser quase um culto ao álcool.

Para piorar, aqui no Brasil nós temos a famosa cachaça, água ardente, pinga, branquinha, mé, dentre vários outros nomes como é conhecida essa bebida alcoólica aqui em terras tupiniquins.

É ela, a cachaça, a responsável pelo vício de milhares de pessoas nas periferias das nossas cidades.

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Nos bares, mercearias e botecos da periferia o que reina é a água ardente vendida nessas pequenas garrafas de plástico acima. Água ardente não, na verdade são bebidas com alto teor alcoólico que dizem ser derivado da cana.

Esses pequenos recipientes contém a “essência do mal” (se é que ela existe), pois custam apenas algumas poucas moedas e causam inimagináveis males àqueles que a consomem e aos seus familiares.

Já foi constatado, por exemplo, que quase a metade dos casos de violência doméstica é relacionado ao consumo excessivo de álcool.

Assim como quase 75% das mortes no trânsito também.

A conclusão disso tudo é que os argumentos utilizados para manter a criminalização das drogas não pode ser com base no mal relacionado à substância. Se for assim, teremos que aumentar consideravelmente o rol de substâncias proibidas.

Assim, falta conscientização sobre os efeitos (físicos e sociais) das drogas (tanto lícitas quanto ilícitas), ao ponto de defendermos o consumo de umas e demonizarmos outras.

Um grande abraço!


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