Criminologia

A crítica não é necessariamente sobre a atuação do policial, mas sobre a polícia e o Estado

Muitos, inclusive eu, criticam a atuação policial, sobretudo no que se refere ao uso excessivo de violência. Mas uma coisa deve ficar bem clara, a crítica não é necessariamente sobre a atuação do policial, como ser humano, mas sobre a polícia, como instituição representante do Estado.

Portanto, ao criticar a forma como foi realizada determinada atitude, o descontentamento, para mim, está no fato de que aquelas pessoas, investidas na função de policial, não estão ali representando o indivíduo que veste a farda, estão ali como a extensão do Estado.

Uma abordagem desnecessariamente violenta, truculência na lide com o povo, crimes praticados de farda, dentre outras atitudes negativas representam, na realidade, ações do Estado.

O Estado, totalmente ausente, principalmente para a parcela da população que não tem acesso sequer a saneamento básico, gera o caos social e utiliza a força policial para lidar com o problema gerado, transferindo a responsabilidade de solucionar esse cenário para o policial.

É ele, o Estado, o responsável pelo treinamento insuficiente, pelos equipamentos velhos e sem manutenção, pela má remuneração, pelo terror psicológico vivido por quem tem o “dever” de combater o crime, matar ou morrer.

O policial, coitado, está no meio do tiroteio.

Vejam bem, o policial, hoje em dia, tem a tarefa de lutar contra o crime, como se fosse um personagem de filme hollywoodiano, correndo atrás de bandido, trocando tiro, matando, morrendo, trancafiando 1, 2, 3, 1000 pessoas atrás das grades, vendo as pessoas que ele prende sendo soltas, pois têm o direito de responder o processo em liberdade, muitas vezes por serem crimes de pequeno potencial ofensivo, prendendo novamente essas pessoas, até que chega uma hora em que ele, sabendo do seu “dever” de zelar pela “limpeza” social, resolve dar fim à vida desse marginal, sem vergonha, larápio, vagabundo, fazendo um bem à sociedade (né?!).

Só que eu fico pensando, será que é dele essa responsabilidade? Será que ele tem que carregar esse peso? E mais, será que ele tem condições de cumprir o que transferiram para ele? Não, não e não.

Infelizmente, o papel do policial nos dias de hoje é o de apagar incêndio com gasolina e não o de solucionar problema algum.

Já parou para pensar que para muitos o Estado só aparece na figura da polícia e para agredir? Sempre foi ausente, nunca apareceu para nada e quando aparece é para dar porrada e prender.

Pode prender, bater, matar quantos forem, não vai resolver, pois o problema não é de falta de repressão (que já vem institucionalizada de todos os lados), mas de conscientização.

Assim, sempre que ver uma crítica, lembre-se que ela é direcionada ao Estado e não necessariamente ao indivíduo que agiu.

Um grande abraço!


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