Crise social

O caos no Espírito Santo e a comprovação de que precisamos evoluir muito (e você pode ajudar)

Como muitos devem ter percebido, o Espírito Santo (o Brasil, o Mundo) vive um grande problema. A Polícia Militar entrou em greve (sim, a PM está de GREVE), sem nenhum homem na rua e isso já dura quase uma semana.

Apesar de ser proibido o movimento grevista dos policiais militares, ante a militarização da polícia, arrumaram uma forma de dar ares de legalidade para o ato, colocando familiares na frente dos Batalhões para “impedir” a saída dos militares.

A reivindicação é por melhores salários, condições de trabalho e tudo mais. De acordo com os “manifestantes”, enquanto o Governo estadual não negociar e acatar alguns dos seus pedidos, não haverá policial na rua.

O Governo, por sua vez, disse que não negociará, pois o ato é ilegal e não compactuará com tamanha chantagem.

O resultado disso? Violência. Lojas saqueadas, homicídios, população apavorada, intervenção federal, Exército na rua, com tanque de guerra e tudo mais.

Mas com esse texto não quero chamar a atenção para a onda de violência que tomou conta do Estado, pois isso a mídia convencional já se ocupou de realizar. Quero refletir sobre o ser humano, sobre a nossa sociedade, que a cada dia demonstra estar mais doente.

Muito disso (ou tudo isso) que estamos passando é decorrente única e exclusivamente do orgulho, do egoísmo.

Ninguém duvida dos problemas da classe policial, mas querer que o mundo seja destruído para ser valorizado é muito cruel. É a demonstração de que o importante é assegurar o direito próprio, mesmo que passando por cima de toda uma população.

Assim como o Governo que, ao se fechar para qualquer diálogo, preferindo usar as forças militares (Exército, Aeronáutica, Marinha e Força Nacional), decretando, inclusive, a intervenção federal no Estado, passando a segurança para um General do Exército, demonstra estar mais preocupado com a sua força do que com a população.

É uma queda de braço em que ninguém quer ceder. Os dois lados se acham “sertos” e no direito de deixar a população perdida. Cada um pensa apenas em si próprio, deixando de lado o interesse coletivo.

E quem perde com isso? A sociedade e mais ninguém.

A quantidade de comerciante que perdeu tudo e não sabe mais o que fazer, o terror psicológico vivido pela população e tudo mais não é justificável pela reivindicação de uma classe, tampouco pelo ego de um governador.

As escolas estão fechadas; os fóruns estão fechados; os postos de saúde estão fechados; …; estamos todos ilhados dentro de casa, em uma verdadeira prisão domiciliar.

Quero ressaltar alguns pontos interessantes sobre tudo isso.

O primeiro deles é que é triste a comprovação de que não conseguimos, como seres humanos, sociedade, viver sem alguém que nos controle, que nos imponha limites.

Basta uma ausência do controle estatal, por meio da polícia, sobre nós e transformamos tudo numa baderna. Quebramos, roubamos, matamos, linchamos, saqueamos, violentamos, …

Com isso, fica claro que a liberdade é estranha para nós seres humanos.

Ao que tudo indica o ser humano quando livre é animalesco. Infelizmente, precisa estar sempre acorrentado, demonstrando que estamos longe de uma sociedade fraterna e que ainda precisamos caminhar muito para chegar nesse ponto.

Outro ponto interessante é referente ao fato de que o movimento foi declarado ilegal e foi determinado o uso de força para pôr fim à manifestação. Todavia, a ordem não foi cumprida, pois se tratam de familiares dos policiais e eles não querem cortar da própria carne, usando de força contra os “seus”.

Ocorre que esse raciocínio não é empregado quando se trata da manifestação de outras classes (professores, estudantes, caminhoneiros, …), em que a ordem do Estado é usar de violência e a violência é de pronto utilizada, sem pestanejar e sem questionar se legal ou não.

Chama atenção o fato de que até pouco tempo atrás o Estado e a PM eram unha e carne, tudo o que o Estado mandava a PM cumpria sem questionar. Agora, são inimigos e não se falam.

Mais uma vez vemos presente o egoísmo, pois não se pode bater nos próprios familiares que manifestam, mas e quando se trata dos familiares dos outros? Pau que dá em Chico não bate em Francisco?

Além do mais, é interessante perceber que os próprios policiais viram que há necessidade de se manifestar pela luta por direitos.

Só espero que da próxima vez em que for dada ordem de uso de violência para pôr fim às manifestações alheias, se lembrem que todos ali reivindicam direitos, assim como eles fazem hoje, e que não utilizaram de força para cessar a manifestação dos seus próprios familiares.

E o que falar da população? Essa é a parte mais cruel.

Diante de todo o caos vivido, a população, inclusive “cidadãos de bem”, se aproveitam para saquear lojas, agredir, matar, linchar, executar pessoas e tudo mais.

Sem falar que aplaudem e pedem a execução de suspeitos de praticar crimes patrimoniais. Cada tiro é comemorado como se fosse um gol do Brasil.

A vida é menos importante do que um bem material. O raciocínio, ao que tudo indica, é: antes ele morto do que o meu carro roubado, do que o meu celular levado.

Novamente, o egoísmo demonstrando ser a grande doença social.

Por fim, a moral da história: temos que agir! Agora! Como?! Fazendo a nossa parte, mesmo que seja apenas com os pequenos atos.

Precisamos ajudar a evoluir a nossa sociedade. Já tem gente o suficiente querendo o caos e agindo para que isso aconteça, não precisamos de mais.

Precisamos, sim, de pessoas para fazer o bem, para ajudar o próximo, para espalhar o amor.

Te garanto, não é nada complicado, basta querer.


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2 replies »

  1. Infelizmente a nossa tendência natural não é fazer o bem, isso é bíblico, a nossa pecaminosidade nos puxa para o erro, enquanto praticar o bem, exige de nós disciplina, autocontrole, paciência e muita força. Fazer o bem é lutar contra a nossa impulsividade natural. Não é fácil. Este nosso Brasil precisa de educação moral, e não apenas uma educação acadêmica, porque nas universidades não se ensinam na prática como sermos diferentes, bons cidadãos, é muita teoria e poucas ou nenhuma ação na prática. Não generalizo, mas nós precisamos continuar a acreditar que podemos fazer a nossa parte e lutar contra esta onda de insensibilidade.

    Curtido por 1 pessoa

    • Isso demonstra que vivemos em uma panela de pressão pronta para explodir. Se precisamos de armas para conter o povo, geralmente o povo excluído da sociedade, que é quem comete crimes patrimoniais que estamos presenciando, precisamos rever com urgência esse modelo social adotado. O grito dos excluídos vai se transformar numa rebelião incontrolavel.

      Curtido por 1 pessoa

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