Não podemos exigir o cumprimento das normas

Uns dias atrás eu vi uma postagem no Facebook que falava sobre a nossa impossibilidade de exigir de certas pessoas o cumprimento das (nossas) normas. Desde então, não consigo mais parar de pensar nela. Esse post era composto de uma foto (abaixo), atribuída a Rubén González, e os seguintes dizeres: “Meninos de rua tentando se aquecer nosContinuar lendo “Não podemos exigir o cumprimento das normas”

O pós estupro – como o Estado pode piorar ainda mais a situação

Quanto mais eu leio (ultimamente só tenho lido sobre criminologia) mais eu me insurjo contra o Estado (ou ao que ele atualmente representa) e, consequentemente, a sua capacidade de piorar ainda mais a situação, sendo que nesse texto falarei um pouco do pós estupro e de toda a dificuldade existente no Sistema para que umaContinuar lendo “O pós estupro – como o Estado pode piorar ainda mais a situação”

Quem agride bandido bandido é.

Mais uma vez venho falar sobre a perigosa prática de clamar por violência contra pessoas suspeitas de cometer crimes (seja qual crime for – com violência ou não). A justificativa é que as pessoas estão cansadas da insegurança e da injustiça e, por isso, passaram a agir com as próprias mãos, agredindo aqueles que elesContinuar lendo “Quem agride bandido bandido é.”

O indivíduo perde a sua condição de ser humano quando está preso?

Costumo escrever textos curtos e pontuais, geralmente voltados para assuntos do cotidiano ou casos jurídicos. Sei que hoje em dia é difícil arranjar tempo para ler textos grandes e muito complexos. As pessoas preferem informações mais diretas. Mas dessa vez terei que fugir um pouco da regra, publicando algo mais extenso. Existem assuntos que nãoContinuar lendo “O indivíduo perde a sua condição de ser humano quando está preso?”

O que importa é prender (preventivamente), nada mais

Não é difícil constatar, o que importa mesmo, no Brasil, é prender. Prender para averiguar, prender para investigar, prender para punir. Mas não é qualquer prisão, gostamos mesmo é da prisão preventiva, daquela que deveria ser uma medida provisória, excepcional. Essa é “a melhor”. Afinal, nada dá mais resposta à sociedade do que a prisãoContinuar lendo “O que importa é prender (preventivamente), nada mais”